terça-feira, 28 de julho de 2009

Japoneses desenvolvem cartão microSD com interface Wi-Fi

Ter, 28 Jul - 11h20

Acessório foi projetado para acelerar a conexão à internet em celulares

Por Antonio Blanc

A operadora de telefonia japonesa KDDI apresentou no evento Wireless Japan 2009, acontecido na última semana em Tóquio, dois modelos de cartões microSD bastante incomuns: em vez de chips de memória flash, eles contém interfaces de rede sem fio (Wi-Fi). Os produtos foram desenvolvidos como uma forma de fazer um “upgrade” em celulares sem Wi-Fi, possibilitando acesso mais rápido à internet.

Os cartões, que tem o tamanho exato de um microSD convencional (11 × 16 × 0.7 mm), foram desenvolvidos por duas empresas japonesas: a Mitsumi Electric e a Renesas Technology, antiga divisão de semicondutores da Hitachi. Em ambos os modelos, as antenas internas ocupam um terço da área do cartão, o que torna o feito ainda mais impressionante.

Ambos operam nos padrões 802.11 b/g e tem baixíssimo consumo de energia: o modelo da Mitsumi usa um chipset da Atheros que, segundo o fabricante , poderia operar
por mais de 100 horas em uma chamada VoIP antes de drenar uma bateria típica de celular.

A novidade pode lembrar um produto semelhante de uma empresa norte-americana: os cartões SD Eye-Fi . Além da memória flash para armazenamento de dados (entre 2 e 4 GB), o Eye-Fi tem uma interface Wi-Fi para “esvaziá-la” periodicamente em um PC próximo ou na internet. Com eles, é possível mandar fotos direto da máquina digital para sites como o Flickr, por exemplo.

Entretanto, o funcionamento é diferente: o Eye-Fi é completamente invisível para o aparelho e a comunicação é unidirecional: dele para o PC ou site. Já os cartões da KDDI são interfaces de rede completas, e transformam um celular comum (desde que compatível) em um aparelho “sempre conectado”, como se tivesse Wi-Fi embutido de fábrica.

Os cartões ainda não tem preço nem data de chegada ao mercado definidos. Como a maioria dos produtos japoneses, o MicroSD da KDDI pode demorar para chegar ao ocidente ou mesmo nunca ser lançado fora do Japão.

Fonte: Magnet


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