Qua, 22 Jul - 02h39
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, defendeu ontem o fim da proibição à venda do serviço de banda larga Speedy, da Telefônica. Segundo ele, "o castigo" já foi cumprido e a empresa demonstrou que está adotando medidas para solucionar os problemas. Manter a proibição às vendas, para ele, pode prejudicar o consumidor.
"Acho que se deve suspender assim que (a empresa) tiver demonstrado disposição e boa vontade de resolver em caráter definitivo a questão", disse o ministro. Segundo ele, a pena imposta pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tem função de corrigir os erros, mas não pode punir o consumidor. Na avaliação de Hélio Costa, a proibição da venda, em vigor desde o dia 23 de junho, já cumpriu seu papel. "Houve uma repercussão nacional, a empresa está consciente de que precisa se modernizar, investir no setor, melhorar o atendimento", acrescentou.
Hélio Costa também cobrou explicações da Anatel pela demora na implantação de um modelo de custos, que permitiria ao órgão regulador ter um mecanismo mais moderno de fiscalização das ações das empresas de telecomunicações. Esse modelo de detalhamento contábil dos gastos e receitas das empresas também é usado para calcular os reajustes tarifários e conceder aumentos compatíveis com investimentos e custos.
"A agência está autorizada, há mais de três anos, a contratar uma consultoria para fazer esse serviço. Tudo o que tinha de ser decidido pelo Ministério das Comunicações está decidido, a agência é que tem de tomar a iniciativa de contratar essa consultoria", disse o ministro. Ele afirmou que encaminhará um ofício à Anatel para pedir explicações sobre a demora e lembrou que há até mesmo recursos disponíveis da União Internacional de Telecomunicações (UIT) para a contratação de uma consultoria que ficará responsável pela elaboração do modelo. "Tem recurso, tem tudo. Então, tem de fazer. Acho que isso resolve uma série de problemas", afirmou. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Fonte: MacWorld
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