quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Celular e voz sobre IP: cada vez mais, alvos de ataques de crackers

Crescimento de golpes sofisticados que se aproveitam de mensagens SMS, sistemas portáteis e ligações é tendência para 2010, alerta a Cisco.

Além das redes sociais, os dispositivos móveis e as redes de voz sobre IP também são cada vez mais alvos de ataques, revela o registro anual de segurança da Cisco Systems.

Uma das tendências para 2010 é o aumento do “smishing” que é o golpe realizado por meio de mensagens SMS. Em 2009, vários golpes foram enviados a usuários de dispositivos móveis, como celulares e smartphones. Muitos deles foram contatados por crackers que pediam informações pessoais, como números de contas bancárias.

Esses golpes foram baseados em táticas de engenharia social e muitas vezes tomaram como alvo um grupo específico de usuários, geralmente relacionado ao código de área.

Além disso, os crackers estão de olho nas vulnerabilidades dos sistemas operacionais de smartphones e computadores portáteis de empresas como a Nokia e a Apple. Como esses aparelhos fazem cada vez mais parte da computação tradicional, será necessário que os usuários reforcem regularmente a segurança dos seus dispositivos por meio de atualizações de software, assim como fazem com os computadores.

Com o aumento do acesso à internet via celular em todo o mundo, técnicas de crimes virtuais que saíram de moda tendem a voltar. Os cibercriminosos têm milhões de usuários inexperientes para enganar com golpes cada vez mais sofisticados.

Redes de voz
Nas redes de voz sobre IP (VoIP), os golpes são chamados de “vishing”, ou phising de voz. Essa prática também está se tornando mais popular entre os criminosos, uma vez que o sistema VoIP é mais difícil de ser rastreado pelas autoridades.

Os crackers podem invadir uma rede VoIP para escutar conversas, realizar chamadas “gratuitas” e utilizar o número de forma ilícita, entre outros golpes.

Os ataques de vishing estão cada vez mais comuns: um denominado “terrorista”, por exemplo, liga para um celular e ameaça machucar a família da vítima caso ela não envie dinheiro. A vítima – assustada – pode acreditar que a ameaça é real, já que o “terrorista” parece saber quem ela é. A vítima então aceita os pedidos e atende às demandas.

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