terça-feira, 13 de abril de 2010

Um monte de insights sobre a plataforma mobile


- A internet móvel veio para ficar. No Brasil, graças a smartphones cada vez mais espertos, o número de pessoas que acessa a internet pelo celular cresce mês a mês. No Japão, desde 2006, há mais gente navegando em telinhas de celulares do que em PCs. Mas o pleno desenvolvimento da internet móvel no Brasil depende de três fatores fundamentais:

Rede

* A popularização do 3G. E os preços dos pacotes de dados das operadoras tendem a subir antes de cair – a demanda ainda é estupidamente maior do que a oferta.

* Um atalho bem brasileiro para esse gargalo é o fenômeno dos caçadores de WiFi – 56% da navegação em internet móvel no Brasil medida pela AdMob, a empresa de publicidade mobile do Google, em fevereiro, vinham de WiFi e não das operadoras. É o “gato” digital: o sujeito não assina o pacote 3G da operadora mas se conecta às redes WiFi que vai encontrando pelo caminho – mesmo que clandestinamente.

* Há claramente um perfil de usuário para quem a internet móvel e os Smartphones representam a inclusão digital. O sujeito não tem mais nenhum equipamento ou conexão relevante em sua vida, mas tem o celular dele, com tudo dentro, e a partir dali consome todo tipo de conteúdo.

Aparelhos

* Já temos 8,5 milhões de aparelhos com linhas 3G no Brasil – números de fevereiro de 2010 – quase o dobro de um ano atrás.

* Segundo estudo da RBC Capital Markets, as vendas de Smartphone no mundo vão superar as de PCs em 2011.

* Em 2013, segundo estudo do Yankee Group, os Smartphones representarão 38% do mercado mundial de celulares.

* Os Smartphones são mais rentáveis para as operadores – elas ganham 20% a mais com usuários desse tipo de aparelho.

Conteúdo

* Qualquer site que queira ter presença relevante na plataforma mobile precisa ser gerado em três versões: Touch, Smartphone e Wap – que no Brasil, apesar de descendente, ainda responde por 70% dos acessos.

* Hoje a experiência de consumir conteúdo nos sites mobile ainda é bem pior do que nos sites web.

* Killer applications, como o Twitter, tem um papel fundamental em virar esse jogo. A experiência do Twitter na tela pequena, ao contrário de outros sites, é melhor do que na tela grande. Com o Facebook, é a mesma coisa, afirma.

* Plataforma mobile com Flash ou sem Flash? A briga da Apple com a Adobe vai longe e boa. A turma de Steve Jobs aposta no HTML 5. O Flash, segundo a Apple, causaria 60% dos travamentos nos dispositivos da empresa e consumiria energia demais das baterias. Quem vencerá a rinha? Só Deus sabe – e não estou me referindo a Steve Jobs!

* O FourSquare é o novo Twitter? Confira: http://www.foursquare.com/. Uma aposta quente são as redes sociais baseadas na geolocalização. Veja isso, por exemplo: http://www.tat.se/. Vai lá.

- Levantamento realizado recentemente mostra que 94% dos sites das 100 maiores empresas do Brasil não têm versão para a tela pequena.- A plataforma Wap está em declínio. Hoje fatura um quarto, ou menos, do que já faturou. Apesar da entrada das classes C, D e E no mercado, com celulares mais acanhados, a migração dos usuários para o Smartphone, de gente querendo navegar em sites inteiros, e não nas versões mobile/wap, é muito forte e irreversível.

- O número de page views dos grandes portais brasileiros em sua versão mobile ainda representa apenas 0,001% dos page views obtidos em sua versão web. Já o clicktrough em publicidade mobile é, em média, de 1%. Ou seja: dez vezes mais do que a média de CTR nos anúncios web, que gira em torno de 0,1%.

- O mercado mobile será dividido entre Apple, Google e Microsoft. Igualzinho ao que ocorre no mercado de internet e computadores.

- A Apple comprou a Quattro Wireless, empresa de publicidade mobile, para competir com a AdMob do Google. Dois dias depois da nossa conversa, o efeito disso ficou evidente no iAd presente no iPhone OS 4.0.

- Hoje há 170.000 aplicativos na Apple Store. Nos últimos 4 anos, foram feitos mais 4 bilhões de downloads para iPhone mundo afora.Publicidade na Internet

- Os grandes anunciantes brasileiros já investem 20% da sua verba de marketing na internet. A média, considerando todo o mercado brasileiro, é de 5%. A tendência para o futuro próximo, entre 5 e 10 anos a contar de hoje, é que a internet seja no Brasil o segundo meio que mais recebe investimentos, logo depois da TV aberta – que hoje ainda consegue a proeza de atrair 70% das verbas de publicidade no país.

- No Japão, já se acessa mais a internet do celular do que do computador. No mundo, isso vai acontecer em 2013, segundo estudo do Gertner Group.

Google

- O Google está investindo pesado em mobile. Esse é o mote do CEO da empresa, Eric Schmidt. O Google acredita que o futuro está na internet móvel e não na web.
- As buscas no Google feitas a partir de celulares quintuplicaram em dois anos.

- No Japão, o Google já ganha mais dinheiro nos sites mobile do que nos sites de web.

O conceito de microtédio

- Há uma tese interessante de que o microtédio é um dos grandes incentivadores da internet móvel. É o seguinte: a internet móvel permite o acesso imediato a informações e a conteúdos online em curtos espaços de tempo – como os minutos que o sujeito passa engarrafado no trânsito ou esperando numa fila de supermercado ou entre dois compromissos.

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