Eric Rudder, funcionário da Microsoft, fez uma apresentação no TechEd Middle East nesse fim de semana que deixou a todos atônitos. Em tempo real, Rudder demonstrou um game sendo jogado em três plataformas diferentes: smartphone, computador e video game. O mesmo jogo. Ele começou jogando num PC, onde passou a primeira fase; depois, foi para o smartphone, e começou a jogar o mesmo jogo no mesmo ponto em que tinha parado no PC; por fim, ligou um Xbox 360 e continuou de onde havia parado.
A indústria está em polvorosa por conta dessa apresentação. Via software, programadores agora poderão criar um único código, e exportá-lo para três plataformas diferentes e fortes. E mais: via software, também, é possível explorar as peculiaridades de cada uma delas; no celular, por exemplo, GPS, acelerômetro e outras coisas são exploradas via software, através de pequenas porções de código incrementais.
Mais? Cloud computing. Similar ao que a Valve já faz com seu Steam Cloud, os saves dos jogos serão salvos online, e acessíveis de qualquer lugar, em qualquer plataforma.
É óbvio que não será possível rodar um Assassin's Creed II no celular, mas jogos indie, ou mesmo jogos grandes, com configurações gráficas equivalentes ao "low" do PC, poderão entrar nesse esquema. Um bom exemplo de aplicabilidade desse ambiente integrado é o viciante Plants vs. Zombies, da PopCap. O jogo foi inicialmente lançado para PCs, onde vendeu mais que pãozinho quente. Meses mais tarde, foi portado para o iPhone OS, onde também fez miséria, ou melhor, a riqueza da desenvolvedora. Em ambiente Microsoft, o lançamento poderia ser simultâneo, e o trabalho de desenvolvimento, muito reduzido.
No papel, e na demonstração, é tudo muito, mas muito empolgante, mas Paul Thurrott chama a atenção para o risco que a iniciativa, por mais bacana que seja, corre de ser frustrante. Ele lembra que, em 2007, na ocasião do lançamento do Windows Vista e do selo Games for Windows, a Microsoft prometeu multiplayer multiplataforma, ou seja, disputas online entre gamers de Xbox 360 e Windows/PC. Na prática, somente o (dizem) mediano Shadowrun trouxe o recurso, que acabou caindo no esquecimento.
Apesar desse retrospecto negativo, eu confio. O mercado de games mobile é muito diferente do de games para PC. Enquanto esse está em decadência, joguinhos para celular são uma mina de ouro para quem detém a comercialização dos mesmos. Prova maior disso é o próprio iPhone / iPod touch, onde os games, com o tempo, passaram a desempenhar papel fundamental no faturamente e na estratégia de marketing da Apple. Para completar a tríade gamer que, espera-se, será "empurrada", ainda que a contragosto por parte da Microsoft, o PC como plataforma gamer também.
Um só game, três plataformas, todas interconectadas via cloud computing. Vai dar certo, tem que dar certo...
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segunda-feira, 8 de março de 2010
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